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Contos de Natal

A Origem do Natal 

O natal é a festa que celebra o nascimento do menino Jesus.
    Esta data só passou a ser comemorada no dia 25 de dezembro, século IV, por decreto do imperador romano Constantino, após sua conversão ao cristianismo.
Constantino queria que as festas dos povos antigos, para comemorar "a chegada da primavera e a volta da luz sob a terra", acontecessem na mesma época das celebrações dos cristãos pelo nascimento do menino Jesus.

    Então, ele determinou que as festas durariam doze dias, com inicio em 25 de dezembro (nascimento de Jesus) e término em 6 de janeiro com a festa da “epifania” (dia em que os magos visitaram Jesus).

    Ao longo dos anos, cada povo adaptou as tradições do natal à sua própria cultura. Por isso, em cada parte do mundo encontramos costumes diferentes para as festas desta época. Mas todas mantém o objetivo original, que é celebrar o nascimento de Jesus com grande gratidão.

    Na Finlândia, a tradição diz que todos devem visitar cemitérios na véspera de natal para homenagear os parentes falecidos, depois, as famílias se reúnem e comemoram juntas com muita festa e entusiasmo.

    Na Rússia, durante o regime comunista, as árvores de natal foram proibidas e substituídas por árvores de “ano novo”. Lá, o natal é comemorado com uma ceia onde há muito mel, grãos e frutas, mas as carnes são proibidas.

    Na Austrália, por causa do intenso verão, as famílias fazem um piquenique na praia ou nos parques da cidade e o prato principal é o peru. Por ser um país que mantém as tradições inglesas, os australianos trocam presentes na manhã do dia 25.

    Nos países da Escandinávia, as festas do natal começam dia 13 de dezembro, quando eles comemoram o dia de santa Luzia e desfilam pela cidade com tochas acesas. Nas festas, não podem faltar o pinheiro de natal e os presentes depois da ceia.

    Nos países árabes, os cristãos representam uma parte muito pequena da população. Mesmo assim, eles mantém algumas tradições. Na manhã do dia 25 de dezembro reúnem a família para ler a bíblia e depois recebem a “bênção da paz” que, pela tradição, é concedida por um padre.

A Anunciação

  Esta é uma das mais belas historias da humanidade, que é contada no mundo todo e que resgata a fé, a coragem e o amor no coração daqueles que nela crêem.

    Nossa historia começa na Galiléia, na cidade de Nazaré. Ali morava Maria, a jovem noiva do carpinteiro José. Numa noite, Maria teve uma visão que mais parecia um sonho: o anjo Gabriel foi enviado para avisá-la de que ela havia sido escolhida para ser a mãe do “Rei dos Reis”, Jesus: salvador de todos os povos.

    Assustada, Maria não compreendia como aquilo seria possível, já que não era casada. O anjo a tranqüilizou dizendo que ela receberia a visita do espírito santo e por isso seu filho seria chamado: “filho de Deus”.

Maria disse então:

- Que seja feita a vontade de Deus

    Naquela época, o imperador romano césar augusto, decidiu contar todas as pessoas do império. Porem, era necessário que cada um retornasse para sua cidade de origem.
 
    Sendo assim, Jose e Maria partiram para Belém, a cidade de Davi e de seus antepassados. Era uma longa e cansativa viagem. Maria começava a sentir que o nascimento de seu filho estava próximo. chegando em Belém, José, preocupado com Maria, correu em busca de uma hospedaria. Porem não havia lugar na cidade. A pequena Belém estava tomada por pessoas vindas de diversos lugares, para a contagem exigida pelo imperador.

    Sem poder esperar mais, José levou Maria para uma estrebaria...e foi ali que nasceu Jesus. Maria o embrulhou em panos e o acomodou numa manjedoura.


O Nascimento

 Quando Jesus nasceu, próximo dali, o anjo do senhor anunciou a alguns pastores que nascera aquele traria a salvação para toda a humanidade: o filho de Deus. Sem esperar mais, os pastores seguiram o caminho indicado pelos anjos.

    Naqueles dias, chegaram em Jerusalém magos vindos do oriente. Eles haviam sonhado com o nascimento do salvador. Por muitos meses, eles seguiram uma estrela-guia, que os conduziria àquele que traria amor, alegria e salvação aos que nele cressem.

    Os magos foram perguntar ao rei herodes se ele sabia onde poderiam encontrar o menino que nascera e que seria o maior dentre todos os reis. Explicaram que há muito tempo viajavam, para render homenagens ao salvador.
Herodes pediu aos magos para ser avisado tão logo encontrassem o menino, pois ele também iria lhe render homenagens.

    Na verdade, herodes estava preocupado com a possível existência de tal rei e seu objetivo era matá-lo. Nesta noite, guiados pela estrela, os magos retomaram sua viagem. Imaginavam encontrar o menino Jesus num palácio, onde moram os reis. Mas a estrela os guiou a uma estrebaria. Seus corações se encheram de amor e ternura. Desceram de suas montarias e se aproximaram do local.

    Humildemente, eles se aproximaram e ofereceram os presentes que haviam trazido: incenso, ouro e mirra.     Ao lado dos pais, numa simples manjedoura dormia um pequeno bebê. Neste momento, os magos compreenderam que o reino daquela criança não seria de terras, palácios ou riquezas. Sua missão era muito maior... Aquele momento ficaria guardado para sempre nos corações e na lembrança daqueles que ali estavam e dos que acreditaram no poder do amor que aquela criança ensinaria ao mundo.

O Presépio

Você sabia que a palavra PRESÉPIO significa estábulo ou lugar onde são guardados os animais?
    Presépio foi o nome que se deu à encenação do nascimento do menino Jesus.
Esta é uma tradição que começou no século XIII, com São Francisco de Assis. Durante uma celebração de natal, ele usou pessoas e animais para representar o nascimento do menino Jesus.

    São Francisco teve esta idéia, após uma visita que fez à cidade de Belém, onde Jesus nasceu. Ele ficou emocionado ao assistir às comemorações feitas por aquele povo na época do natal. Eles faziam representações da peregrinação de José e Maria, até o local do nascimento do menino Jesus.

    Anos mais tarde, com a autorização do Papa, São Francisco recriou de forma simples o que vira em Belém: pessoas da comunidade representavam José, Maria e o pequeno Jesus, cercados por animais e os pastores numa cena comovente. A cena foi sendo reproduzida por pintores e escultores e era comum encontrá-las decorando vitrais de conventos ou em quadros.

    Outros artistas preferiram retratar as figuras do presépio esculpindo-as em madeira. Primeiro em tamanhos grandes e, aos poucos, em pequenas peças ricas em detalhes. Assim , surgiu a tradição de se montar o presépio em casa, numa homenagem singela e significativa.

    O presépio é uma tradição para os cristãos. Cada cultura, representa hoje, o presépio de acordo com seus costumes. Isto faz com que ele tenha características diferentes em cada país. A imagem do nascimento do menino Jesus é muito presente em todos nós, e geralmente está associada à imagem do presépio.

Os Magos

 No oriente, os magos eram pessoas sábias que se orientavam pelas estrelas. Os evangelistas contam na bíblia, que uma estrela guiou os magos do oriente até o local do nascimento do menino Jesus.

    Ao “interpretar” a posição das estrelas no céu, os magos souberam do nascimento do mais importante dos reis, e iniciaram uma longa jornada para visitá-lo e render-lhe homenagens.

    A tradição oriental diz, que ao visitar reis ou pessoas muito importantes, é preciso levar um presente. Este seria o motivo pelo qual os magos saíram em tão longa viagem, levando presentes ao menino Jesus. Nos relatos da bíblia não está claro quantos seriam os magos e, nem mesmo, se seriam reis.

    O que se sabe é que foram três os presentes dados ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra. No início do século VI, a igreja passou a identificar os magos como sendo três reis, vindos um de cada ponto da terra: um teria a pele branca, representando os “herdeiros de jafé”, que teria ofertado ouro ao menino Jesus, por reconhecer sua realeza. Outro rei representaria os povos do oriente e, reconhecendo a divindade do menino Jesus, teria lhe oferecido incenso. O terceiro rei viria da áfrica, e teria oferecido mirra, por saber do sacrifício pelo qual Jesus passaria.

    Os magos teriam sido orientados pela “estrela guia”. Muita coisa foi dita sobre essa estrela, porém, a teoria mais aceita ainda hoje, é do século XV e foi descrita pelo astrônomo “Kepler”. Segundo Kepler, o que aconteceu foi um raro fenômeno: o alinhamento da terra com saturno e júpiter, passando o sol por peixes. Kepler dizia, que ao observador da terra, este fenômeno seria visto como uma “estrela de brilho intenso”. Simbolicamente, a “estrela de Belém” teria quatro pontas, representando os quatro cantos da terra.

    O que sabemos, é que o nascimento do menino Jesus mudou a história da humanidade. Desde aquele momento, os corações dos que nele creram, jamais foi o mesmo.

A Árvore de Natal

Os povos antigos tinham o hábito de enfeitar árvores em suas comemorações. Para eles, o pinheiro representava vida e esperança. Mesmo durante o mais rigoroso inverno, esta árvore nunca perdia suas folhas verdes.

    Os povos germânicos enfeitavam suas árvores com maçãs que, para eles representava o “jardim do éden”. Um símbolo de fertilidade.

    Foi na Alemanha do século XVI, que teve origem a árvore de natal. Mesmo as famílias mais pobres, decoravam suas arvores usando frutas e papéis coloridos. Os mais ricos usavam adornos de ouro.

Porém, esta tradição só se espalhou pelo mundo, quando o príncipe Albert montou uma bela árvore de natal no palácio real britânico. Desde então, a árvore de natal foi sendo adaptada às diferentes culturas de cada país, até chegar a forma que conhecemos hoje. Aos poucos, os papéis coloridos, as frutas e os doces foram sendo substituídos por outros enfeites e, pelo seu significado, passaram a ser tradicionais do natal.

Vamos conhecer então, o significado de alguns destes enfeites:

Os anjos são os mensageiros de deus.

As bolas coloridas representam os frutos da árvore, sinal de fertilidade.

As estrelas simbolizam o anuncio da vontade de Deus. No alto da árvore é colocada uma “estrela-guia”, que
da mesma forma que conduziu os magos, nos leva ao encontro com o amor de Jesus.

Os sinos são usados para anunciar grandes acontecimentos.

As velas e luzes simbolizam Jesus cristo, “a luz do mundo”, e a vinda de uma nova era.

A guirlanda é uma tradição antiga e se assemelha às coroas de louros usadas pelos nobres e campeões de torneios. Ela representa a esperança de uma vida nova e, pela tradição, deve ser pendurada na entrada da casa e renovada a cada ano.

     O tempo passou, mas as tradições natalinas têm sido mantidas e, a cada ano, novos enfeites são usados para tornar a árvore de natal ainda mais bonita e significativa.

O Papai Noel

 A história do papai Noel é uma lenda inspirada na figura de "São Nicolau", um homem bom, que viveu na região onde hoje está a Turquia. Ele ficou conhecido por sua bondade e caridade, pois ajudava os mais necessitados na época do natal.

    Na cidade em que morava São Nicolau haviam três moças que não se casavam por falta de um "dote". Contam que numa noite, Nicolau passou pela casa das jovens e jogou um saco com moedas de ouro pela janela. O ouro teria caído num par de meias que estava secando sob a lareira.

    A história das moças foi apenas um dos gestos de bondade atribuídos a São Nicolau.
O que se sabe, é que após a morte dos pais, o jovem Nicolau decidiu ingressar na vida religiosa. Antes, porém, doou todos os seus bens aos mais necessitados. Esta história se misturou a uma lenda da Escandinávia, segundo a qual, perto da floresta vivia um velho e bondoso mago. Dizem que no natal, ele presenteava as crianças bem comportadas e punia as outras, não lhes dando nada.

    Este personagem passou a ser representado por um velhinho bonachão, com longas barbas e olhar carinhoso que, todo natal, entregava presentes às crianças. Não demorou e esta figura ganhou o mundo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de "Saint Claus" e passou a ser aguardado pelas crianças todos os anos, no natal.
A figura do papai Noel como conhecemos hoje, surgiu por volta dos anos 30 / 40, quando a Coca-Cola encomendou uma propaganda na época do natal pedindo que o Papai Noel usasse roupas vermelhas combinando com as cores da marca. A imagem teve grande impacto e a figura do papai Noel passou a ser representada com as roupas e detalhes que vemos hoje.

    A tradição de dar presentes também é um hábito muito antigo. Nas festas de fim do inverno, as pessoas ofereciam pequenas lembranças umas às outras. Também os povos da Ásia, ofereciam presentes quando visitavam pessoas importantes. Daí, a crença de alguém bondoso como papai Noel, oferecer presentes.

    As crianças acreditam que ele mora no pólo norte e durante o ano todo, fica em sua fabrica de brinquedos preparando presentes.

    O importante, é que ninguém se esqueça do verdadeiro significado do natal. Com ou sem presentes, ele representa o nascimento de Jesus e um tempo de recomeço e fé para cada um de nós.

A Ceia

 Você sabia que fazer uma ceia com a família é uma tradição muito antiga?

     Os povos antigos organizavam grandes festas para comemorar o fim do inverno e permaneciam em vigília, durante toda a noite, até o almoço farto do dia seguinte. Os cristãos realizavam a ceia de natal à meia noite, devido a tradição de Jesus ter nascido neste horário.

     Da mesma forma que os povos antigos celebravam o fim do inverno e a chegada da primavera, os cristãos se reúnem em família para compartilharem a alegria pelo nascimento de Jesus e o inicio de um novo tempo. 

    Este é um momento muito especial, que reúne diversas emoções e lembranças. Há também o reencontro, saudades dos que partiram e celebração aos novos membros da família.

    A imagem de uma família reunida numa ceia de natal, foi usada pelo inglês John Horley em 1843, para confeccionar o primeiro cartão de natal de que se tem noticia.

    Ele usou a técnica da “litogravura” e imprimiu a cena de uma reunião de família. Ao lado da imagem ele escreveu: “um alegre natal e um feliz ano novo para você” (merry christmas and a happy new year to you).

    A idéia viajou o mundo. Hoje, é costume enviar cartões no final do ano, com mensagens positivas e votos de felicidade, saúde, paz e prosperidade.